segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Uma ilha paradisíaca não é o paraíso

Quantas coisas podem dar errado num dia só? Bom, vamos contar.
Acordei às 3:30 da manhã com sono mas feliz da vida, peguei o taxi às 4:00. Encontrei minha parceira de viagem húngara às 4:15 e continuamos a viagem até chegar ao porto onde nosso barco partiria para Pulau Tidung. Encontramos o guia às 6:00 e fomos para o barco. Depois do esperado atraso de uma hora e meia o barco partiu às 8:30. O guia sorridente, nos devolveu o dinheiro já pago para o pacote de três dias com muita praia, kaiak, bicicleta e snorkeling antes do barco partir. Perguntei por que e a resposta foi ‘no problem’. Entendi que deveríamos pagar no escritório da ilha.
Dormi durante o percurso e quando acordei um homem pedia que eu pagasse pelo barco e eu disse:”Não, eu estou com um pacote, Maro Travel”. Ele pega o telefone liga para alguém e me entrega. Do outro lado da linha: “Hi, yes, well, I didn’t like it. No good money. I gave you the money back, no package.” (resumindo, o fdp cancelou o pacote, saiu do barco e não nos informou).
Eu tava meio de cara, mas pensei: “Ah, dane-se, a gente acha um lugar para dormir, curte a ilha e pronto”. Tinha um grupo de turistas e resolvemos segui-los, explicamos nossa situação e eles disseram: “Venha com a gente e converse com o guia”. Ok, parecia boa ideia.
Quando chegamos na casa onde eles ficariam, escutamos gritos lá dentro. Um alemão raivoso com um sotaque digno de um fuehrer berrava: “Garbage, garbage, this is garbage”. E eu pensei: “puts, ele tá gritando ‘lixo, lixo’...isto não pode ser um bom sinal”. Eles também tiveram problemas com o pacote e resolveram voltar para Jakarta.
Mas opa, não tem barco de volta hoje...este era o discurso de todos na ilha. Como todos sabiam que a gente não tinha muita alternativa, todos queriam cobrar pelo menos 3x mais do que eu vinha pagando em hotéis baratos.  Eu tava de cara e ninguém me entendia. Anda para cá, anda pra lá e um guia diz: “Olha, os alemães vão voltar com um barco por 3 milhões de rupias.” (Três milhões são uns 300 dólares...isto porque para chegar a gente pagou 30 mil, ou seja, 3 dólares). “Mas para vocês 200 mil cada”. Cara, sete vezes mais do que a ida. Não pode ser. A húngara, nesta hora, já tinha cedido. Mas eu estava pronta para encontrar outra solução.
Achei um escritório, tipo uma mini prefeitura, expliquei o que estava acontecendo e  - surpresa! – tinha um barco de tarde por 35 mil.
Andamos pela ilha, tomamos uma água de coco, demos uma nadadinha...eu queria pelo menos dormir por lá, mas o dia tinha sido dureza. Perguntei numa outra homestay e achei um preço até camarada, mas a húngara já estava só o pó e depois de tudo aquilo eu não estava no espírito de ficar sozinha. Eles iam me cobrar os céus por um prato de arroz. Conheço bem este povo de lugar turístico. Branco = milionário otário. Vou me embora que eu ganho mais.
Claro que o barco de volta quebrou, teve que trocar o motor em uma outra ilha, chegamos em outro porto do outro lado da cidade, tivemos que pegar um taxi que não sabia o caminho de volta e parou para fazer xixi atrás de uma árvore e nos deixou em um shopping center no meio do caminho e pediu que pegássemos outro taxi. Aí caiu a chuva, esperamos mais uma hora pelo taxi, que também não sabia o caminho de volta, não consegui entrar em contato com meu host então tive que de alguma maneira lembrar o caminho de volta.
Pronto – cheguei em casa às 10:00 da noite, tomei um banho e capotei. Só podia mesmo ser dia das bruxas. Elas existem. 
A ilha

sábado, 29 de outubro de 2011

O uso do véu

          Campanha sobre o uso do hijab (véu em árabe). Não precisa de muita explicação mas o pirulito representa a mulher e o plástico seria o véu. Sem mais delongas, Beauvoir se revira no túmulo de novo. Mas discutir campanha religiosa é complicado demais então vamos só rir do minha primeira interpretação.
    Quando vi a imagem pela primeira vez achei que fosse uma campanha em prol do uso da camisinha. 
Not really, not really....

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Um feliz encontro com Pessoa

Numa visita a universidade, eis que resolvo ir até a biblioteca. Enorme, digna da maior e mais famosa universidade da Indonésia e considerada a maior biblioteca do sudeste asiático (é o que dizem, não me pergunte se é verdade). Na minha procura por livros em inglês, encontro uma estante esquecida no canto, empoeirada. Minha curiosidade sempre me surpreende. Na estante, livros em português e espanhol. Dois autores foram escolhidos para a seleção de mais ou menos 20 livros em português: Fernando Pessoa e José Saramago. Bem escolhidos e merecida  minúscula seleção.

Que bom rever Pessoa e desassossegar! Meu presente adiantado para o Dia Internacional do Livro!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Aprendendo e ensinando - Ensinando e aprendendo

No Brasil, já tinha me acostumado a dar aulas apenas para o ensino fundamental I. Mas aqui eu não escolho, me colocam em salas diversas. Muitas vezes eu visito uma turma apenas duas ou três vezes, só para que os alunos me conheçam, para trocar algumas experiências. Daí, dá-lhe ideias de última hora, brincadeiras, jogos. Tenho minhas cartas debaixo da manga, mas sempre tenho que ter um plano B ou C. Porque posso tanto ensinar uma turma de alunos de 5 anos como alunos de 17.
Para um ser metódico como eu, nada como ser exposta ao inesperado...
E não é que é incrível?
Pré escola
Fundamental II e Ensino Médio
Fundamental I

domingo, 23 de outubro de 2011

A arte de se comunicar

Para se virar num lugar em que você não fala a língua, tem que ter o dom de escolher a palavra certa, a mímica certa e o sorriso certo. Depois de um tempo você começa a entender o básico: número, quanto custa, por favor, obrigada, verbos mais usados, alguns objetos. E é com o meu vocabulário de mais ou menos 50 palavras de bahasa Indonésia e uma mistura com inglês e português  que eu converso sem parar.  
Na minha casa de Jakarta todos falam um pouquinho de inglês (já tenho três casas aqui, que maravilha). Isso não nos impede de papear sobre tudo que você possa imaginar.
Descobri mais ou menos como funciona a estrutura da língua e quando converso uso apenas o pronome principal da frase (eu, você...), o verbo de ação predominante sempre no presente (não sei bem o motivo, mas ‘comer’ é usado com bastante frequência) e um substantivo ou adjetivo necessário. Em geral, eu tento o que eu sei em bahasa e o resto é em inglês com o sotaque daqui e gestos, muitos gestos. Se a história já foi, eu aponto com o meu braço para trás, se é agora aponto para o chão e se é no futuro aponto para a frente.
Assim conversamos sobre educação, corrupção, problemas de família, assuntos pessoais, besteiras em geral. No meu segundo dia aqui, Lebanah, a mãe, me diz: “Maria no big city girl, Maria like nature, jungle and Maria social. Maria not money, money, money”.
 Ok, de um jeito ou de outro estamos nos entendendo muito bem. 
iki.fi/markus.koljonen 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Jakarta Revisitada: Viva as diferenças?

Estou de volta a Jakarta, meu porto de entrada na Indonésia no final de julho. Tive uma impressão nao muito boa; mais uma grande cidade, aquela coisa. Logo percebi que ela tinha muito mais a ver com todas as outras grandes metrópoles do globo do que com o país em si.
Cheguei aqui para resolver meu visto do próximo projeto. A organização encontrou uma casa de um ex interno por aqui que queria ser host, então estou em mais uma casa de família. Eu tava uma pilha de preocupação, mas correu tudo bem e eu já estou com o visto na mão. Era para levar vinte dias e levou menos de 24 horas.  Ueba!
Pára tudo – fui muito bem recepcionada numa casa enorme e cheia de luxo, depois de meses tomando banho de balde e água gelada, atrás de papel higiênico e dormindo e comendo no chão. Olha, já tinha até me esquecido destas coisas e estava indo bem. Mas como é fácil se acostumar com o luxo...até ar condicionado. Então, esta nova visita a Jakarta é mais como uma temporada no spa.  Carro, comida de primeira, TV de plasma, todas as marcas internacionais que você pode imaginar.  Só que bem antes de achar normal, eu achei estranho pra burro.
Se temos Brasis, também  temos Indonésias.  Uma multiculturalidade e diferenças gritantes. Social, então, nem se fala. O que não falta por aqui são shopping centers com padrão internacional e pessoas pedindo esmola. Criança que fala inglês e criança que canta no farol para ganhar um extra para família, ônibus lotado e carrão vazio.
Seria muita hiprocrisia da minha parte dizer que não estou aproveitando esta mordomia, mas é impossível achar tudo isso comum. Bom então, não, digo não às diferenças.

Sonhos num bairro nobre da cidade
"Pedi tão pouco à vida e este mesmo pouco a vida me negou."


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ah, a vaidade

Lá se vão três meses sem salão....
Banho de balde
Meus dedos viraram meu pente preferido
A manicure é o cortador de unha
E para finalizar o look:
Troquei o perfume pelo repelente  e uso protetor solar como maquiagem.
Meus dias de princesa ficaram para trás - se é que eles um dia existiram.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Terra Instável

Vou esta noite para Jakarta e quando tento definir o que mais me marcou em Padang têm várias coisas na minha cabeça.
Têm o calor insuportável, as belíssimas praias, o lixo na rua e os bichos que ele traz, o tradicionalismo muçulmano,  o seu povo amistoso e devagar. Só que nada disso se compara à sua história de terremotos.
O último que botou para quebrar foi em 2009 e milhares de pessoas morreram, boa parte da cidade foi destruída e a vida de quase todo mundo mudou. Este foi o último grandioso, mas quando teve aquele tsunami no sudeste asiático a terra tremeu muito aqui antes dele  e em 2010 teve mais um com muitas vítimas e tsunami nas ilhas de Mentawai. O turismo não é mais o mesmo. Os pequenos tremores são constantes e apesar de eu não ter sentido nenhum, dizem que por aqui a terra balança sempre. Há um mês teve um com uma potência razoável ao norte da ilha de Sumatra, muitos dizem que sentiram, eu não percebi nada.
Então pela cidade têm prédios destruídos por toda parte e cada morador tem sua história para contar. Na escola tem uma garota sem as pernas (o terremoto levou)  muitas crianças mudaram de suas casas (o terremoto levou) e acredito que todos aqui perderam alguém especial  (o terremoto levou).
Estudei na escola sobre o ‘Círculo de Fogo’ e ensinei para os meus alunos em ciências depois, só que agora descobri o que ele é, onde realmente ele fica e o impacto que ele tem sobre as pessoas. 
Foto do blog http://www.jefriaries.blogspot.com/

domingo, 16 de outubro de 2011

Lá vou eu embora, de novo

É estranho se despedir de pessoas que você sabe que não vai ver de novo.  Terça que vem parto daqui para Jakarta, onde fico por algumas semanas resolvendo pepinos burocráticos antes do meu próximo projeto. Então hoje foi o meu último dia na escola.  Recebi muitas cartas das crianças cheias de “Don’t forget me” and “Come back soon”.
Esquecer esta experiência seria impossível, mas voltar também não é nada provável. Tantas passagens, tantas vidas.
Estes dias estão sendo corridos, cheios de jantares de despedidas, passeios e fazer a mala – mais uma vez.  Eu adoro mudança, eu adoro viajar, mas esta parte de deixar pessoas para trás é sempre difícil. Se despedir com um  ‘adeus’ de verdade é ainda mais esquisito.  Eu não sou do tipo que demonstra sentimentos, mas sinto por dentro. Mais uma das muitas coisas que eu ainda tenho a aprender.  
O projeto na escola foi intenso. Me irritei muito com a falta de planejamento, com a quantidade de horas que são usadas para reza e estudos do alcorão, com os atrasos constantes, com a falta de consistência.  É díficil mudar num lugar que ninguém briga, ninguém reclama, ninguém discute.
No final, correu tudo bem, a  vida segue seu fluxo. Acho que minha ideia de introduzir o planejamento aqui não dará frutos. Mas no final o que interessa  são as  pequenas ações e vou me contentar com os momentos de aprendizado que tive.
 Foram muitos e foram bons!


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Ah, o Brasil

Quando me perguntam de onde eu venho, geralmente eu peço para que tentem adivinhar e até hoje ninguém acertou. É sempre: “Australian, Ms.? German? Spanish? American?” Já fico feliz com o ‘Spanish’, porque o Brasil aqui é uma terra tão, tão distante que na maoria das vezes eles nem consideram como uma possibilidade. Além disso, estrangeiro é pele clara e alto e ponto final.  São todos colocados no mesmo balaio. Acredito que um dos motivos seja que viajar para outro país é quase impensável para a grande maioria da população da Indonésia. A moeda simplesmente não ajuda. E como a educação também deixa a desejar, o conhecimento geográfico aqui....é praticamente inexistente.  (Na verdade, acho que se você perguntar para um Brasileiro sobre a Indonésia, não seria muito diferente. É longe pra burro e a terra é populosa demais...)
As perguntas sobre o Brasil têm sempre o mesmo tema – futebol. Tem um menino na escola que se chama Rivaldo, em homenagem ao ídolo do pai. Só que quando o assunto não é futebol, este é o tipo de coisa que eu escuto:
- O Brasil fica perto da Espanha?
- O Brasil é uma ilha?
- No Brasil se fala inglês?
- Eu queria fazer meu mestrado nos EUA, daí eu vou estar pertinho do Brasil.  Dá pra ir de ônibus?
- Nossa, Maria, olha que legal, este moço é espanhol, até que enfim você encontrou alguém da sua terra.
- O Brasil fica no Pacífico?
- Mas vocês falam português por quê? Estão do lado de Portugal?
- Existe gente loira no Brasil? Todo mundo é alto assim? Tem até negros?
              - Eu sei uma palavra em português: Gracias.  Viu só Maria?
Vi, eu vi que minha terra é mais desconhecida do que eu imaginava.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A descoberta etílica

Entre uma conversa e outra com uma garota da organização eis que surge o assunto. Começou assim: “Eu queria te perguntar uma coisa. Posso?”, disse ela. E eu: “Claro, pode me perguntar o que você quiser, sem problemas”. E a pergunta foi: “Cerveja e vinho são a mesma coisa?...É que eu nunca vi, eu não sei como é que é, você sabe?”
Daí eu comecei a explicar, dizendo que não, vinho é feito de uva fermentada, pode ser branco ou tinto. Cerveja é uma bebida fermentada também a base de cevada, pode ser de trigo. Geralmente é servida gelada, é amarelada, com uma espuma em cima...
E o papo continua:
-  Ahhh, mas trigo não é o cereal que faz pão?
- É, mas pode-se fazer cerveja também...vinho e cerveja são duas bebidas diferentes como chá e café.
- Ahhhh...entendi. E coquetel, o que é um coquetel?
- Coquetel...bem...tem muitos tipos...você mistura ingredientes diferentes para fazer uma bebida. Pode ser de frutas, a maioria é com alguma bebida alcoólica, mas existe coquetel sem álcool.
- Tá. Eu vi num filme que tem uma bebida que se chama rum. Mas eles usaram para cozinhar, então é um ingrediente para se fazer comida?
- Olha, pode-se usar rum para cozinhar, mas rum se bebe também...por exemplo, você pode fazer um coquetel com coca cola e rum. Tem outro com rum, limão, acúcar e hortelã...tem muitas formas.
- Ok. Só mais uma pergunta. E champagne? O que é champagne?
- Ah, champagne é tipo um vinho branco, mas espumante. Sabe, tipo água com gás....ou refrigerante...não têm aquelas bolhas?
- Ahhhh, então é vinho com soda....
- Não.  Não tem soda, é tipo um vinho branco com umas bolhas de ar.
- E daí você bebe estas coisas e fica bebâda....mas como é ficar bêbada? O que a pessoa sente?
- Olha se você beber só um pouco você não fica bêbada não...mas você começa a sentir seu corpo diferente...perde um pouco o reflexo...tenm gente que ri, tem gente que chora. Mas se você beber demais você vomita.
- Nossa, que estranho.

 Estranho mesmo foi este papo sem pé nem cabeça. A coitada teve que se satisfazer com a minha explicação mequetrefe e eu tive que me contentar com o chá com limão e mel que eu tomava durante a conversa. 
Foi assim que minha vida de profissional voluntária começou. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Uma camêra a menos, muitas experiências a mais

Minha querida camêra foi presente de papai , Sony Super zoom, para que eu registrasse meus momentos especiais. No começo, achei pesada demais, nada prática...mas depois de uma semana já estava na dela. Super fácil de usar com um zoom realmente sensacional. Me acostumei com o seu peso na mochila e logo ela se tornou a minha grande companheira inseparável nesta jornada. Mas assim como ela veio, ela se foi – cheia de mistérios, sem despedidas.
Resolvi de última hora voar para Medan que fica uma hora de distância daqui, lá perto fica Bukit Lawang, cidade sede de um parque nacional com orangotangos. Fui sozinha, sem muitos planos depois do trabalho. E lá, na sala de embarque do aeroporto de Padang, a máquina some da mochila. Não vi quando, nem como, nem onde exatamente...Fiquei super frustrada e jururu, mas a viagem ainda estava por vir.
Cheguei em Medan no final da tarde, achei um ojek (moto taxi) que me levasse na estação de ônibus para achar algum que fosse para Bukit Lawang. Quando cheguei, o ùltimo ônibus já tinha partido, então lá vou eu descobrir uma mini van embaixo de chuva. Não vamos esquecer que eu estava em Medan, a quarta maior cidade do quarto país mais populoso do mundo...sim, o caos reina nestas circunstâncias. Mas eu achei uma sem vidros nas janelas, com a chuva torrencial, e cheia de caixas de papelão entre os passageiros...
Já era noite quando cheguei no vilarejo, ainda sem pousada. Achei um becak – uma motoca com extensão lateral – e pedi que me levasse para uma pousada. Para chegar precisei atravessar 'a ponte do rio que cai' no escuro e embaixo de chuva e foi lá que minha sorte virou.
Conheci um pessoal e passamos dois dias incríveis na selva, com direito a dores nas pernas, muitos orangotangos, camping, cervejinha, risadas, rafting....
Um dia a gente perde, outro dia a gente ganha.
Com a Jack e seu filhote, feliz da vida