sábado, 4 de fevereiro de 2012

Índia


Na Índia, tudo é demais. A sujeira é demais, tem pessoas demais, trânsito insano, uma confusão sem tamanho. Ainda estou como uma barata tonta por aqui.
E se eu queria olhar arregalado e me sentir desconfortável como eu disse estes dias, o pedido virou realidade. Mas não só eu encaro as pessoas e o mundo a minha volta, eles me olham também e balançam a cabeça. Estou treinando nas ruas e com todos o famoso gesto. É só balançar a cabeça que os outros fazem o mesmo pra você com um sorriso. É o maior barato! E claro, a comida é cheia de sabor.
Segunda vou na organização descobrir exatamente o que vou fazer, em que escola vou trabalhar e tudo mais.
Vamos que vamos!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Seguindo Dr. Seuss


Em um passado não muito distante, lá estava ela arrancando os cabelos pensando se deveria ou não largar o certo pelo duvidoso.  Certinha que só, o frio na barriga veio e ficou. Mas aí ela respirou fundo, chorou um pouquinho, tremeu de montão e foi.
Já são mais de seis meses e mais de meio caminho andado. Sem emprego remunerado, sem casa, mas com lenço e com documento. Com mais pessoas, mais aprendizados, mais perguntas, mais lugares,  mais, mais, mais. O que ela tinha ela ainda guarda com ela e tudo mais que ela ganhou foi somado e ainda tem muito espaço.
Tá no óbvio, tá no mais imbecil livro de auto ajuda. É piegas e é verdadeiro:
As coisas parecem muito mais difíceis do que elas realmente são e superar seus medos e ir atrás do seu sonho vale sempre a pena.
Sim, ela vai voltar com uma mão na frente e outra atrás, sem emprego até segunda ordem e na casa do papai e da mamãe. Ainda bem que ela não tem grandes ambições. Ela só quer viajar, aprender, ensinar. Aprender, ensinar, viajar. Além de todas as outras coisas boas que acontecem neste meio tempo e que a vida tem para dar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Enquanto o voo não vem

Nestes últimos dias de sudeste asiático, alugamos um carro rumo ao sul da Tailândia.





Muita praia
Comida boa
E vida mansa.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Índia

O visto chegou. Mais alguns dias e eu chego lá. Para dar as boas vindas para este destino tão esperado, um link com seleção de Fotos de Poras Chaudhary, no melhor estilo Índia.
Quero me sentir desconfortável e olhar arregalado.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Será que eu posso entrar no seu país?

Estou de volta à Tailândia para aplicar o visto para Índia. Estou hospedada na casa de uma amiga da organização em Prawet, no subúrbio de Bangkok.
Aqui mora toda a família, mais de trinta pessoas em um grande terreno cheio de casas de madeira em volta. Na frente tem uma pequena lagoa onde eles criam sapos que são vendidos para os restaurantes daqui.
Estou ansiosa pro visto e para o meu último projeto. A Índia foi meu primeiro plano, mas acabou vindo por último.
Visto é sempre uma chatice e sempre me deixa apreensiva. Então, para desestressar, passei esta semana em Chiang Mai. Teve passeio de elefante, trekking, rafting, camping e o ponto alto: vilas Kayan com as mulheres de pescoços longos.
Vou na embaixada terça. Desejem-me sorte.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Viet Nam - de sul a norte

A cada quilômetro que você sobe, o Vietnam fica mais bruto, menos moderninho e mais frio.
Agora estou em Hanoi, depois de visitar o litoral e passar três noites dormindo em ônibus.
É só chegar ao norte que a viagem passa a ser mais uma aventura.

Ocorridos de um mesmo dia:
Acordei tomada por torcicolo e sem sapatos por gritos "Oioioioi". Era o motorista me dizendo que a viagem tinha terminado e que alguém tinha levado me tênis por engano, obrigada. Tive que dar risada e pegar meu chinelo na mochila, mas opa - cinco minutos depois o chinelo me resolve quebrar. Mas como tem anjo da guarda por todo o mundo, um senhor viu a cena e logo foi até mim com seu super bonder - problema resolvido.
Enquanto caminhava até o mercado a procura de um sapato barato: um homem catarrou no meu pé, uma mulher arrotou na minha orelha e um outro ser bateu com sua motoca no meu cotovelo e ainda ficou bravo comigo porque eu estava no seu caminho (no caso, a calçada). E para fechar o dia vi um mulher pegar um sapo pelo pé e estatelá-lo no chão para depois fritá-lo no restaurante em que eu estava jantando.
O melhor de tudo é que eu adoro esta confusão. Os Viet Congs que me desculpem, mas o norte mereceu vencer a guerra. Com eles ninguém pode.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Na Conchin-China

Sim, a Conchin-China existe (ou melhor, existiu) e cá estou eu onde um dia foi sua capital, Saigon. Hoje mais conhecida como Ho Chi Minh City, a maior cidade do Vietnã.
Depois de quinze horas de ônibus cheguei por aqui. Estou hospedada na casa de um amigo da Malásia.
Serão duas semanas. Entre as luzes da grande cidade, a paz do rio Mekong, as dunas de Mui Ne, o charme de Hoi An e a loucura de Hanoi.