sábado, 21 de janeiro de 2012

Será que eu posso entrar no seu país?

Estou de volta à Tailândia para aplicar o visto para Índia. Estou hospedada na casa de uma amiga da organização em Prawet, no subúrbio de Bangkok.
Aqui mora toda a família, mais de trinta pessoas em um grande terreno cheio de casas de madeira em volta. Na frente tem uma pequena lagoa onde eles criam sapos que são vendidos para os restaurantes daqui.
Estou ansiosa pro visto e para o meu último projeto. A Índia foi meu primeiro plano, mas acabou vindo por último.
Visto é sempre uma chatice e sempre me deixa apreensiva. Então, para desestressar, passei esta semana em Chiang Mai. Teve passeio de elefante, trekking, rafting, camping e o ponto alto: vilas Kayan com as mulheres de pescoços longos.
Vou na embaixada terça. Desejem-me sorte.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Viet Nam - de sul a norte

A cada quilômetro que você sobe, o Vietnam fica mais bruto, menos moderninho e mais frio.
Agora estou em Hanoi, depois de visitar o litoral e passar três noites dormindo em ônibus.
É só chegar ao norte que a viagem passa a ser mais uma aventura.

Ocorridos de um mesmo dia:
Acordei tomada por torcicolo e sem sapatos por gritos "Oioioioi". Era o motorista me dizendo que a viagem tinha terminado e que alguém tinha levado me tênis por engano, obrigada. Tive que dar risada e pegar meu chinelo na mochila, mas opa - cinco minutos depois o chinelo me resolve quebrar. Mas como tem anjo da guarda por todo o mundo, um senhor viu a cena e logo foi até mim com seu super bonder - problema resolvido.
Enquanto caminhava até o mercado a procura de um sapato barato: um homem catarrou no meu pé, uma mulher arrotou na minha orelha e um outro ser bateu com sua motoca no meu cotovelo e ainda ficou bravo comigo porque eu estava no seu caminho (no caso, a calçada). E para fechar o dia vi um mulher pegar um sapo pelo pé e estatelá-lo no chão para depois fritá-lo no restaurante em que eu estava jantando.
O melhor de tudo é que eu adoro esta confusão. Os Viet Congs que me desculpem, mas o norte mereceu vencer a guerra. Com eles ninguém pode.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Na Conchin-China

Sim, a Conchin-China existe (ou melhor, existiu) e cá estou eu onde um dia foi sua capital, Saigon. Hoje mais conhecida como Ho Chi Minh City, a maior cidade do Vietnã.
Depois de quinze horas de ônibus cheguei por aqui. Estou hospedada na casa de um amigo da Malásia.
Serão duas semanas. Entre as luzes da grande cidade, a paz do rio Mekong, as dunas de Mui Ne, o charme de Hoi An e a loucura de Hanoi.




quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Uma boa mistura

Em uma noite de verão no litoral do Camboja:
Teve companhia escandinava,
música brasileira
e comida indiana.

Sim, a Terra é uma só!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal, direto do Camboja

De férias, como a maioria de vocês.

Depois de pegar um trem em Bangkok para Poipet, cruzei a fronteira. No Camboja estive em Siem Ream, Battambang e Pnhom Penh. Já já rumo para o litoral.
Por aqui, muito sossego. Menos o natal, este foi animado. A 'comemoração' começou no final da tarde e terminou quase de manhã no "Heart of Darkness". Super apropriado para o clima natalino, como se pode perceber pelo nome. Mas estou no Camboja. Mais um país sofrido e marcado por guerras, minas, miséria e beleza, muita beleza. Com seu povo sorridente e insistente (bota insistente nisso)!

Como era de se esperar, teve bombas na Nigéria, só sei pela BBC. Espero que fique tudo bem...Cada país carrega consigo uma carga de problemas. Umas histórias mais erradas e bizarras do que outras, mas cada um com sua porção - de culpa, de desgraças, de felicidades, de orgulho.

Feliz Natal para todos, muita esperança e fé para quem tem a sua. Ah,e mão na massa, porque fé sozinha não dá jeito não.
HO HO HO

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

On the Road Again


Isto aqui é bomba


Já estou de volta aqui em Bangkok, vou ficar de férias e fazer o que mais gosto no mundo: mochilar. Provavelmente pelo Cambodia e Vietnã, mas sem muitos planos desta vez. O blog ainda está na Nigéria.

Em um sábado de noite fomos tomar uma cervejinha num bar em frente da faculdade. Tínhamos visitas – um pessoal da organização que trabalha em outras regiões, era dia de celebrar e relaxar. A ideia era ir até uma rua com vários bares que fica meio longe, mas éramos muitos, não tinha carro pra levar a gente e por isso resolvemos ir até um outro lugar que fica dois quarteirões de casa.
Tudo ia bem, muito papo e risadas. De repente os telefones começam a tocar e eu percebi que todos estavam meio apreensivos. Perguntei o que estava acontecendo: ‘há rumores de que teve uma bomba na região que estávamos pensando em ir, é melhor a gente voltar pra casa’. Ok, vamos embora...mas aí eu escuto um ‘BUM’.
Sim, foi uma bomba que explodiu alguns quilômetros de onde estávamos. E teve mais outra. Os militares não queriam deixar a gente ir embora, mas quando perceberam que estávamos pertinho de casa, acharam um carro e nos levaram em segurança.
Chegamos em casa e não se fala mais nisso, tá tudo certo, ninguém sabia o que estava acontecendo até o dia amanhecer mais uma vez. Foram três bombas, todas em lugares de grande concentração de pessoas, sendo uma exatamente no local onde pensamos em ir primeiro. Parece que um morto e alguns feridos. As bombas não funcionaram direito e o estrago foi relativamente pequeno.  No dia seguinte me convidaram para ir até o hospital visitar as vítimas, mas recusei. Não me senti preparada para ver o que ouvi.
A última bomba tinha sido em setembro, sem mortos nem feridos. No natal passado não foi brincadeira. Com um grande feriado religioso chegando, todos esperam o pior mais uma vez. 
Ninguém se espantou, pelo jeito foi só mais um dia em Jos. Não foi só mais um dia pra mim.O jeito é partir. Vou embora com um misto de sentimentos: saudosa, aliviada, ainda digerindo.